Ganalância e Desonestidade

   

Durante décadas eu evitei comentar, muito menos levar a público esses fatos, por três motivos principais: Primeiro, porque muitos episódios são escândalos de natureza moral tão graves, que eu sentia vergonha de revelar. Segundo, porque eu acreditava que, mais cedo ou mais tarde a justiça seria feita, eu superaria tudo isso e poderia continuar vivendo a minha vida em paz. Finalmente, porque acreditava que valesse a pena tentar preservar algum resquício de dignidade que essa senhora ainda pudesse ter, em prol das filhas e netos que temos em comum.

Entretanto, hoje chego à absoluta convicção de que cometi um grave erro em me calar e omitir tudo isso, pois, no final das contas, eu acabei sendo o único prejudicado. Sobretudo porque, devido a contínua ação persuasiva dela, me difamando e se auto-exaltando, muitas pessoas, inclusive da minha própria família, me condenaram por coisas que eu nunca fiz, ao mesmo tempo que dedicavam respeito e consideração a essa senhora, lhe dando crédito e guarita.

Eu não vou narrar toda a história nefasta que me relaciona com essa senhora, porque isso daria um livro. Vou me ater apenas aos fatos dos quais eu ainda preservo provas documentais e gravações de áudio que possam ser exibidos, na eventualidade de alguma retaliação dela que tente me prejudicar ainda mais.

Um Breve Histórico

Eu me separei judicialmente dessa senhora no ano de 1.999, consumando o divórcio em novembro de 2001 (naquele tempo a lei exigia um interstício de dois anos entre a separação judicial e o divórcio).

É importante ressaltar que na partilha formal da separação, essa senhora levou 73% dos bens do casal. Além disso, ficou me devendo diversos créditos, relativos a bens e empréstimos que repassei a uma suposta madeireira da família dela que, se somado tudo, consistiria em cerca de 95% de todos os bens que eu possuía na ocasião. Contudo, eu cedi, acreditando que me livraria e começaria tudo de novo.

Mas, independente de ter me levado quase tudo, em seguida ela começou a entrar com processos judiciais contra mim, totalizando, até o presente, 21 (vinte e um) processos, todos eles com um mesmo propósito: aplicar golpes e usar a justiça para tentar me explorar financeiramente.

Pelo menos em 16 desses processos ela pedia sobrepartilha de bens, reivindicando coisas absurdas e bizarras, sem qualquer respaldo legal. Havia processo para partilhar heranças que eu havia recebido muito antes de conhece-la (Processo 2004.01.1.110624-6), veículos que eu comprei dois, três e cinco anos depois da separação (p. ex. Processo 046759-4/2003), imóveis que não existiam, casa que eu construí sete anos depois, etc, etc... Em um desses processos, ela reivindicava a partilha de nada menos que 22.000 cabeças de gado - uma fortuna fabulosa, inimaginável!

Embora todos fossem processos improcedentes, por meio dos quais ela jamais levou um único centavo sequer, cada processo me exigia contratar um advogado pra me defender, sob pena de ser condenado à revelia, a dividir e pagar coisas inexistentes e absurdas. Por essa razão, ao longo de mais de vinte anos, tendo que me defender nesses 21 processos, eu gastei nada menos que um milhão e meio de reais com honorários advocatícios.

Vinte desses processos foram arquivados, sendo que em três deles a justiça a condenou a me indenizar. Mas, como ela nunca deixa nenhum bem em seu nome, eu não consegui receber o que me é de direito.

Entretanto, o último processo, datado de 2002 (três anos depois da separação), vem se arrastando há mais de 19 anos, com ela insistindo em todas a varas da justiça. Trata-se de uma reivindicação de sobrepartilha de um lote que eu comprei mais de um ano após a separação. Durante a partilha normal esse lote sequer foi cogitado, por se tratar de um negócio feito após a data formal de separação legal.

Como em todos os outros processos, neste também ela perdeu a causa. Só que, com ajuda das filhas, começaram a falsificar documentos e forjar situações fictícias e mentir. Inclusive, as próprias filhas forjaram uma falsa venda do lote para a mãe, sendo que elas não detinham a propriedade do mesmo, vindo a serem envolvidas em um processo de estelionato por causa disso, que eu nunca levei adiante.

Ao longo de todos esses anos, eu sempre tentei conversar com as filhas para que elas tomassem uma posição justa diante da situação ou que, pelo menos, não se envolvessem. No entanto, em pelo menos três ocasiões, ambas se manifestaram nos autos, desqualificando os argumentos que meus advogados colocavam, atuando em favor da mãe falsária.

Apesar de tudo, eu acreditava que a justiça fosse feita e que esse processo, assim como os outros vinte, não chegasse às consequências que chegou.

Mas, para minha surpresa, na semana passada fui comunicado de uma sentença judicial, por meio da qual ela pede o bloqueio em minha conta bancária, de um valor tal que confiscaria minha renda integral por pelo menos 11 anos, sendo destinada a pagar uma suposta dívida que nunca existiu.

Ou seja, acabei de ser vítima de mais um severo golpe dessa mulher, que sempre viveu às custas desse tipo de conduta e nunca me deu trégua ao longo dos últimos 25 anos.

Como se não bastasse, pelo menos de dois anos para cá, oficiais de justiça têm procurado por essa senhora no meu endereço, com mandados de busca e apreensão de carros que, segundo informam, teriam sido objeto de estelionato por parte dela, além de intimações do INSS por suposta fraude. Ora, essa senhora nunca colocou os pés na minha casa! Como ainda pode ter a ousadia de usar o meu endereço para suas malandragens criminosas?

Mas não é só isso! Ao longo de mais de trinta anos, eu tenho sido vítima de sucessivos golpes e vigarices de todo tipo, algumas das quais vale a pena registrar, especialmente aqueles episódios dos quais ainda mantenho as comprovações documentais e gravações de áudio. Veja os fatos:

1 - A Falsificação de Cheques Furtados

Em 1992, encerrei uma conta no Citibank. Algum tempo depois ela arrombou uma gaveta onde havia alguns talões de cheque antigos dessa conta e, juntamente com o irmão, passou a usar esses cheques na praça. Como as notificações do Citibank eram encaminhadas para o endereço de Belo Horizonte, onde ela recolhia e não me deixava saber, eu não tomei conhecimento.

Só vim descobrir anos depois, quando fui indicado para assumir um cargo na Casa Civil da Presidência da República e a minha nomeação foi recusada porque havia um processo por estelionato contra mim, registrado no Banco Central. Depois de uma busca desesperada, descobri que se tratava dos cheques falsificados e assinados pelos dois falsários. Havia cheques passados em negociatas de toda natureza, desde compra de madeira no Mato Grosso e no Acre, pagamento de gasolina e oficinas, lojas de eletrodomésticos, etc... todos me protestando para receber. Levei anos para recuperar a minha reputação profissional, tendo que apresentar em quase tudo, a certidão negativa e o resultado da investigação que me isentava. 

2 - A Compra fraudulenta na C&A

Em 1997 ela usou um cartão da loja C&A em meu nome, para comprar numa loja em Belo Horizonte, algo que, em valores atuais, seria pelo menos uns R$15.000,00. Além disso, em conluio com as filhas, ocultaram as faturas que, num primeiro momento, chegavam pelo correio.

Da mesma forma que no caso anterior, eu só descobri os fatos bastante tempo depois, numa situação similar. Um pedido de nomeação para uma Diretoria no Ministério da Justiça foi negado devido a um processo da loja C&A contra mim, por estelionato, sem que eu sequer imaginasse a existência de tal dívida. Depois de um esforço enorme descobri que se tratava desse golpe aplicado por ela (objeto do Processo 046759-4/2003).

3 - A Usurpação e o Calote do Carro

Também nos anos 90, vendi para a suposta madeireira da família dela, um carro zero quilômetros, recém tirado por mim em um consórcio em Goiânia. Como já era praxe, não consegui receber o valor do carro. Além disso, alguns anos depois, fui surpreendido por estar inscrito na dívida ativa do Estado de Goiás por inadimplência de impostos e multas daquele carro e com um processo judicial do consórcio, por pendências de prestações.

Ou seja, além de não me pagar o carro, ela não havia transferido o mesmo para o nome deles, não pagou as poucas prestações restantes do consórcio, conforme combinado e, ainda, não pagou multas e nem impostos, deixando tudo correr à revelia, em meu nome.

Isso não é tudo! Fui descobrir que o carro estava na mão de uma pessoa desconhecida no estado do Acre, rodando entre a cidade de Xapuri e cidades do interior da Bolívia, no trecho chamado corredor do tráfico de drogas, onde também já colecionava dezenas de multas em meu nome. Procurei essa senhora para esclarecer o fato, mas fui ameaçado e chantageado de todas as maneiras pois, segundo ela, eu estaria inventando coisas para prejudica-la.

4 - O Uso do meu CPF para Golpes

Numa certa ocasião, me dirigi à Localiza Rent-A-Car para alugar um carro, onde fui informado de que havia uma dívida enorme em meu nome. Ao averiguar, constatou-se que havia ela havia feito uma locação de um carro usando o meu CPF, apresentando um cartão de crédito que foi cancelado em seguida. Esse carro teria sido usado por vários meses e entregue com diversos danos e acidentes.

5 - O Calote no Colégio das Filhas

Quando me mudei para Brasília, passei pelo menos 12 anos enviando dinheiro para todas as despesas da casa, principalmente para o pagamento das mensalidades escolares de minhas filhas. Anos depois, ao procurar documentos delas no Colégio Loyola para transferi-las para Brasília, descobri que havia várias mensalidades pendentes, desde o primeiro ano delas no colégio e uma sucessão de negociações esdrúxulas feitas por essa senhora, sendo que, no último ano, não havia sido paga nem uma única mensalidade sequer. Ela recebia o dinheiro, mas dava calote no colégio.

6 – Os Empréstimos Caloteados

Além de vários outros empréstimos de menor valor que fiz para a suposta madeireira da família dela, no último, em 1994, eu "emprestei" toda a economia que eu vinha poupando há anos para comprar um lote em Brasília - algo em torno de R$ 320.000,00 em valores atuais.

Persuadindo e aliciando uma legião de pessoas em minha volta, inclusive da minha própria família, me convenceram a emprestar esse dinheiro, supostamente, para liberar duas carretas de madeira no Acre que, segundo essa senhora, havia sido comprada em uma condição muito vantajosa e que já estaria vendida em Belo Horizonte com um lucro milionário! Mas precisavam urgentemente do dinheiro para despachar a madeira.

Como cartada final para me convencer, me enviaram como garantia, a cópia de um cheque de um rico empresário do Carmo (da família Veloso), no mesmo valor do empréstimo solicitado, alegando que este cheque poderia ser depositado dois dias depois, como pagamento. Ingenuamente eu transferi o dinheiro para eles.

No dia seguinte já alertaram que eu não poderia mais depositar o tal cheque do Veloso. A partir daí, nunca mais trataram do assunto! Se eu cobrasse, armava-se uma verdadeira guerra de chantagens e ameaças de toda ordem. Quase 40 anos se passaram e nunca recebi um centavo desse empréstimo.

7 - O Apartamento da Família para Promiscuidades

Na partilha de bens da separação, o apartamento em Belo Horizonte, totalmente reformado, mobiliado e com prestaçoes e taxas de condomínio em dia, ficou para ela. Mais tarde, descobri que, antes mesmo disso, ela já havia cedido esse apartamento para um suposto amasiado por meio de um contrato fraudulento, o qual, em associação com o próprio irmão dela, promoviam orgias e, segundo a vizinhança, até tráfico de drogas no apartamento.

8 -A Usurpação e o Calote no Apartamento

Anos depois, fui notificado da existência de dois processos contra mim, correndo na justiça de Belo Horizonte, relacionados com esse apartamento, ambos por inadimplência. Um processo era da Caixa Econômica Federal (Proc. 1.0024.06.207300-2/001) e o outro do Condomínio do edifício (Proc. 2004.01.1.0614).

Ou seja, como sempre, usando de malandragem, ela não transferiu o apartamento para o próprio nome, como manda a lei, e nunca mais pagou nenhuma prestação, tampouco o condomínio, deixando correr à revelia e ilicitamente em meu nome.

9 – A Usurpação de Mais um Carro

Quando eu me mudei para Brasília, deixei um carro à disposição para a locomoção dela e das filhas em Belo Horizonte. Depois de algum tempo, ela me disse que havia vendido o carro, também em negociatas com madeira, e que teria um lucro exorbitante, que possibilitaria comprar um carro novo. Passaram-se os meses e esse carro novo nunca apareceu.

Por acaso, tempos depois fiquei sabendo que, na verdade, quem quase sempre usava o carro era o irmão dela, que viajava todos os fins de semana para farras em Uberlândia e Carmo do Paranaíba. Numa dessas, fazendo “pegas” no campo de aviação, capotou o carro, que teve perda total.

10 – O Carro Destruído na Orgia

Algum tempo depois, por força das circunstâncias e em favor das filhas, acabei comprando um outro carro, dessa vez, um VW-Santana de Luxo, que deixei com elas para a mesma finalidade. Passado algum tempo, descobri que ela havia batido o carro numa madrugada, numa área de boates, onde participava de farras com um de seus amantes que, inclusive, era de minha própria família, casado, com filhos, e que ostentava vida de pessoa digna, mas que, enquanto eu estava em Brasília trabalhando, era recebido por ela na calada da noite, no meu apartamento, em Belo Horizonte.

11 – As Gravações de Telefone e a Confirmação da Vida de Libertinagens

Regularmente e sistematicamente eu era acusado por ela, aos quatro ventos, de ser promíscuo e de traí-la, coisa que jamais eu fiz. Alegava, inclusive, que mulheres ligavam em meu apartamento para importuná-la e revelar a suposta vida despudorada que eu levava em Brasília. Por isso, mandei instalar um sistema que registrava os números dos telefones que chamassem em meu apartamento (naquela época não havia o registro das chamadas).

Porém, sem que ela soubesse, coloquei também um sistema que gravava as conversas. Ao voltar, ela conferiu comigo os números, dizendo que as "putas" haviam sido alertadas e pararam de ligar. Entretanto, na central de gravação, as fitas com as conversas revelavam a promiscuidade chocante.

Supostos clientes da madeireira, incluindo um tal senhor Floriano (que ela chamava carinhosamente de "Meu Flor"), com quase 70 anos de idade, obeso, negro e com problemas de locomoção, mas que sempre emprestava carros pra ela e, segundo ela confessou mais tarde, pagava contas e dava-lhe presentes. Outro senhor, de nome Celso, possuía um sítio nas redondezas, e nos finais de semana a levava para se divertirem, enquanto ela deixava as filhas com a mãe ou com a vizinha, motorista da Kombi escolar.

Mas o mais chocante era a intimidade e a rotina promíscua que a mesma levava com o meu parente, citado acima. Além de combinarem encontros fortuitos e rodadas de cerveja íntimas em motéis e hotéis de luxo do centro de Belo Horizonte, davam boas gargalhadas ao se referirem à minha pessoa, dizendo que o "coitado nunca vai desconfiar de nada".

Os diálogos com este último indicavam que eles mantinham esse concumbinato espúrio desde antes de 1987, portanto havia mais de 13 anos. 

12 – A Mudança para Brasília por Causa do Amante

Havia cerca de 12 anos que eu insistia que ela deveria se mudar para Brasília, onde eu vivia e trabalhava, sugerindo que poderíamos reestruturar a família (no final, o meu verdadeiro propósito era levar minhas filhas, para tirá-las do meio em que viviam em Belo Horizonte). No entanto, essa senhora sempre tinha desculpas e dizia que não poderia deixar seus negócios em Belo Horizonte.

Porém, nas gravações telefônicas mencionadas acima, ela combinava com o amante, aquele meu parente, que, finalmente, ela se mudaria para Brasília, já que, agora, o amante iria se mudar. De fato, com a eleição do deputado Romeu Queiroz, que se transferiria para Brasília levando sua equipe, incluindo o amante, ambos se mudaram na mesma ocasião.

13 - A Batida na Saída do Motel

No início da sua temporada em Brasília, ela morou um tempo no meu apartamento, na 216 Sul. Mas logo, arranjou um suposto curso em Brazlândia, que lhe servia de justificativa, inclusive, para passar fins de semana supostamente na casa de uma colega, que, estranhamente, segundo ela, ora não tinha telefone em casa, ora estava com a mãe doente, em estado terminal, por isso, ninguém podia ligar.

Numa dessas suas idas para Brazlândia, no fim de semana, recebi uma ligação de uma pessoa estranha no meio da noite, me informando que ela havia sofrido um grave acidente na saída dos motéis da Ceilândia. Como o veículo era de minha propriedade, me dirigi rapidamente para lá, onde o policial que deu atendimento ao acidente informou que o "casal" vinha em alta velocidade e que o "parceiro", identificado como Rogério da Silva, funcionário de uma loja de frutas no Ceasa, estava bem , porém a mulher estava hospitalizada em Taguatinga (Boletim de Ocorrência Policial nr. 2.286/2000-4). 

A fim de ver a real situação da vítima, me dirigi ao hospital. Ao me ver na porta, sem que eu dissesse uma única palavra, essa senhora iniciou uma sessão de gritos de socorro, encenando desespero e alegando que eu a estaria ameaçando.

14 – O Falso Roubo do Carro das Próprias Filhas

Depois da consumação do divórcio, as filhas ficaram morando comigo em Brasília. Para viabilizar a vida delas, comprei um carro, que ambas compartilhavam para ir à faculdade à noite, do outro lado da cidade. Entretanto, ao voltar de uma viagem, me disseram que o carro havia sido roubado e, estranhamente, a própria mãe havia feito o boletim de ocorrência.

Meses depois, um irmão me informou que essa senhora estava usando normalmente esse carro e que a mesma o escondia num estacionamento próximo ao local onde ela eventualmente trabalhava. Ou seja, ela forjou o roubo do carro das próprias filhas. Como eu tinha a chave reserva, recolhi o carro e dei baixa na ocorrência de roubo. Com isso, ela ajuizou mais um processo esdrúxulo contra mim, por furto do meu próprio carro.

15 – A tentativa de usurpação do apartamento do Governo

Durante o trâmite da separação legal, ela entrou com um processo tentando se apropriar do apartamento funcional onde eu morava - um apartamento do Governo Federal cedido para minha ocupação, em razão do meu cargo. Isso gerou uma série de complicações burocráticas junto à Administração Federal, ensejando o envolvimento da Advocacia Geral da União no caso. 

Em consequência disso e diante da comprovada conduta imoral e à gravidade dos fatos, em novembro de 2001 a justiça a condenou, proibindo-a de se aproximar do apartamento, por meio de medida protetiva e alvará de separação de corpos.  

16 – O Furto de dinheiro e bens no meu apartamento

Ainda assim, como eu viajava a trabalho com muita frequência, ela persuadia as filhas, que ficaram morando comigo, a ajudá-la a ter acesso ao apartamento durante minha ausência. Após uma dessas viagens, encontrei arrombada uma gaveta de meu armário, de onde havia sido furtado R$10.000,00 em espécie (algo em torno de R$ 26.400,00 em valores atuais), destinados ao pagamento de materiais e funcionários da obra de minha casa, que se encontrava em construção. Verificando outras dependências do apartamento, constatei a falta de duas câmeras fotográficas, uma filmadora, diversos jogos de porcelana, cristais, baixelas e faqueiros, além de eletrodomésticos. Estes furtos constam do processo 110624-6/2004 e foi objeto do processo específico nº 046762-5/2003. 

17 – A Fraude no Plano de Saúde

Após a separação, por solidariedade eu acatei um pedido das filhas para que mantivesse essa senhora como dependente no meu plano de saúde. Entretanto, algum tempo depois fui comunicado da instauração de uma sindicância por suspeita de fraude. 

Logo após a inclusão dela no Plano, especificamente entre abril de julho de 2003, constava uma sucessão incomum de internações, algumas no nome dela, outras  no nome da minha segunda filha, inclusive com superposição de tratamentos simultâneos incompatíveis. Por exemplo, relatórios indicavam internação dela para cirurgia em Goiânia, ao mesmo tempo que estaria internada para outra cirurgia em Brasília. Igualmente, relatava diversas internações e cirurgias de minha filha, sendo que ela morava comigo e não havia sofrido nenhum problema de saúde, conforme ela mesma atestou. 

As apurações demonstraram que ela se utilizava de artimanhas malucas e fraudava documentos para, dentre outras coisas, realizar diversos procedimentos de cirurgia estética, que não eram cobertos pelo plano. Além disso, levava amigas e familiares do seu amasiado para se tratarem no meu plano de saúde, usando a carteirinha de minha filha.

18 – O Processo criminal por fato inventado

Durante toda a vida eu assumi integralmente as despesas escolares das filhas. A mãe nunca contribuiu com uma única mensalidade sequer. Com a separação, eu me comprometi e continuei fazendo isso igualmente, mantendo-as sempre nos melhores colégios e nas melhores faculdades particulares até se formarem, incluindo, em seguida, pelo menos três cursos em renomadas instituições particulares de pós graduação.

No entanto, no último semestre da faculdade delas, a mãe inventou que eu teria deixado de pagar as mensalidades e me processou criminalmente por isso (Processo 064.816-5/2004). E como ela informou propositalmente o meu endereço errado, eu não fui citado durante a tramitação, vindo a ser condenado, à revelia, com um mandado de prisão, sem que eu nunca tivesse, sequer, atrasado nenhuma mensalidade escolar das filhas. 

 


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